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Trump e os novos golpes contra o Brasil: tarifas, sofismas e a economia em jogo

by Jefferson Ryan

As recentes medidas tarifárias do governo Donald Trump contra o Brasil ultrapassam o campo meramente econômico. A decisão de penalizar setores produtivos e estratégicos do país parece atender a um objetivo que vai além do comércio internacional: trata-se de uma guerra híbrida, com motivações políticas evidentes. Trump mira o Brasil como um palco de batalha ideológica e utiliza o protecionismo como arma para favorecer os derrotados de 8 de janeiro, num esforço coordenado de desestabilização institucional.

A política externa trumpista nunca foi sutil, mas agora beira o descaramento. A escalada de tarifas contra o Brasil coincide com as condenações de golpistas no STF, com destaque para as ações de Alexandre de Moraes, e, curiosamente, ocorre enquanto Eduardo Bolsonaro circula confortavelmente nos Estados Unidos, empenhado em construir uma narrativa falaciosa contra as instituições democráticas brasileiras. Há um elo simbiótico — e perigoso — entre a retórica trumpista e os interesses do bolsonarismo radical. Ambos apostam no caos como catalisador político.

Aparentemente, as tarifas têm um duplo propósito: pressionar o governo Lula economicamente e enviar um recado de apoio velado aos criminosos de janeiro. Trata-se de uma tentativa de minar o prestígio internacional do Brasil no exato momento em que o país volta a ocupar protagonismo nos BRICS, propõe a regulação das big techs e caminha rumo à reconstrução institucional.

O Brasil está sendo boicotado em sua própria soberania. As ações do governo Trump não punem apenas o Estado — elas ferem diretamente o povo brasileiro, especialmente os trabalhadores e empreendedores que dependem do comércio exterior e da estabilidade econômica. É o povo que paga a conta de um jogo geopolítico sujo, onde a verdade importa menos do que a conveniência eleitoral de um ex-presidente americano ressentido e de aliados brasileiros que buscam anistia internacional para seus delitos.

Diante desse cenário, é hora de o Brasil aprender com o exemplo de resistência do povo russo, que, por décadas, tem suportado sanções e encontrado formas de sobreviver, adaptar-se e reagir. Não se trata de endossar modelos autoritários, mas de adotar a firmeza estratégica e a resiliência necessária para enfrentar adversidades externas. O Brasil precisa endurecer sua diplomacia, fortalecer sua indústria e investir em autonomia tecnológica. Reagir, não se render.

A história já nos ensinou que nenhum país pode ser refém de interesses estrangeiros travestidos de política comercial. É hora de enfrentar a verdade incômoda: Trump, hoje, representa uma ameaça direta à soberania brasileira. E Eduardo Bolsonaro, ao cooptar apoio externo para atacar o próprio país, escreve mais um capítulo vergonhoso da política entreguista. O momento exige firmeza, clareza e ação.

O Brasil não pode permitir que os fantasmas do passado voltem ao poder pela via do mercado.

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