Nos dias de hoje, infelizmente, observa-se um fenômeno preocupante: muitos alunos fingem que aprendem. O gesto de copiar, de reproduzir mecanicamente o que não se compreende, substitui o esforço intelectual de pensar, refletir, construir. Pede-se à inteligência artificial que faça o que deveria ser o exercício da própria inteligência humana. Assim, o aluno apresenta uma dissertação pronta, mas o vocabulário denuncia: faltam-lhe as palavras, as ideias e, sobretudo, o contato real com a leitura e a escrita. O professor, experiente, percebe de imediato.
É preciso lembrar que a base da educação começa no lar. A escola instrui, mas quem educa — no sentido mais profundo de educare, de conduzir para fora o melhor que há no ser humano — são os pais. Sem o envolvimento da família, nenhum sistema de ensino, por mais moderno que seja, consegue formar cidadãos conscientes e autônomos.
Quando o aluno encontra dificuldades e não alcança o resultado esperado, é comum culpar o professor. Mas essa é uma falácia perigosa, que mascara o verdadeiro problema: a ausência do compromisso coletivo com o ato de educar. A responsabilidade pela formação de uma criança é compartilhada — família, escola e sociedade precisam caminhar juntas.
Educar não é apenas transmitir conteúdos; é despertar a vontade de aprender. O mestre aponta o caminho, mas é o aprendiz que deve trilhar cada passo. Sem essa disposição interior, todo esforço se perde. E sem a participação da família, a sociedade não avança — apenas repete o erro de esperar que outros façam aquilo que é dever de todos.

