Os romanos ensinavam que a grandeza de um homem público se mede não pelo brilho de seus discursos, mas pela solidez das obras que deixa ao povo. Sob essa máxima, que ecoa de Cícero a Tito Lívio, deve ser lido o gesto político que marca este dia histórico para Porto Velho e para Rondônia: a concretização da compra do prédio que abrigará o Hospital Universitário, sob a titularidade da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Mais que um ato administrativo, a compra do prédio do Hospital Universitário revela uma rara convergência de vontades públicas, onde a República se sobrepõe às disputas partidárias.
Se o prefeito Léo Moraes nada mais realizasse a partir de agora, ainda assim já teria inscrito seu nome na história administrativa da capital. Sua condução firme e agregadora articulou União, Estado, Município, Parlamento e Universidade em torno de um objetivo comum, demonstrando que a política, quando bem exercida, é instrumento de construção e não de divisão. Não se tratou de retórica inflamada, mas de engenharia política no sentido mais nobre do termo: alinhar interesses legítimos para produzir um resultado concreto.
Nesse movimento, impõe-se reconhecer o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo tendo obtido no Estado apenas uma fração do eleitorado nacional, o Governo Federal destinou a Rondônia investimentos que superam R$ 1,5 bilhão. A lógica é clara e republicana: governa-se para o país inteiro, não apenas para os territórios onde o voto foi majoritário. Assim procedem os estadistas, não os facciosos.
A ponte entre Brasília e Rondônia tem nome e trajetória: Confúcio Moura. Ex-governador e atual senador da República, Confúcio atua como quem conhece o tempo da política e o peso das decisões estruturantes. Foi ele quem, com visão alongada, sustentou o diálogo federativo que hoje se materializa não apenas no Hospital Universitário da capital, mas também na promessa de conclusão do Hospital Regional de Ariquemes. Não é improviso; é projeto de Estado.
No Congresso Nacional, merece destaque o papel do deputado federal Maurício Carvalho. Foi ele quem soube unir a bancada federal de Rondônia em torno de um sonho coletivo, construído a muitas mãos e agora convertido em realidade. Em tempos de fragmentação política, sua capacidade de agregar interesses em favor de uma pauta estruturante demonstra maturidade e senso de responsabilidade com o Estado.
No âmbito municipal, a Câmara de Vereadores cumpriu papel decisivo. Sob a presidência de Gean Negreiros, o Legislativo atuou com equilíbrio institucional e aprovou o orçamento necessário para a aquisição do prédio do Hospital Universitário. Destaca-se ainda o dialogismo e a atuação vigilante do vereador Breno Mendes, reconhecido como fiscal atento dos interesses populares, que contribuiu para que o debate orçamentário se desse com transparência e compromisso público.
Ao redor desse núcleo decisório, gravitaram atores igualmente essenciais. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, compreendeu a dimensão estratégica da iniciativa. No plano local, o secretário estadual de Saúde, Jefferson Rocha, e o secretário municipal, Jaime Gazola, operaram com discrição técnica e sentido público, demonstrando que a administração da saúde exige menos holofotes e mais resultados.
E seria imperdoável omitir o protagonismo da reitora da UNIR, Marília Pimentel. Com determinação institucional e firmeza acadêmica, não mediu esforços para transformar um sonho antigo da comunidade universitária e da população rondoniense em realidade palpável. O Hospital Universitário não é apenas um equipamento de saúde; é também um laboratório de formação, pesquisa e cidadania.
Os antigos romanos ensinavam que facta, non verba — são os fatos, não as palavras, que constroem a História. Neste episódio, Léo Moraes, Lula, Confúcio Moura, Padilha, Maurício Carvalho, Gean Negreiros, Breno Mendes, Jefferson Rocha, Jaime Gazola e Marília Pimentel — cada qual no seu papel e na sua esfera — demonstram que nada pode impedir o triunfo do interesse público quando homens públicos decidem agir com grandeza.
O Hospital Universitário de Porto Velho nasce, assim, não de um discurso, mas de uma convergência virtuosa. E isso, em tempos de tanto ruído, é mais que política: é legado.

