Durante muito tempo a política de Rondônia foi conduzida por ciclos previsíveis.
Os mesmos grupos.
As mesmas disputas.
Os mesmos arranjos de poder.
Mas os estados, assim como as sociedades, amadurecem.
E chega um momento em que novas lideranças começam a surgir.
Esse momento parece estar chegando.
Nos últimos anos, o eleitor rondoniense demonstrou algo importante: está disposto a mudar o tabuleiro político quando identifica liderança real.
Foi nesse contexto que emergiu uma figura política que passou a ocupar lugar central no debate estadual: Léo Moraes.
Na eleição para o governo, ele demonstrou força eleitoral ao alcançar o terceiro lugar e se tornar peça decisiva no segundo turno.
Logo depois enfrentou uma disputa municipal considerada uma das mais difíceis da história recente de Porto Velho.
E venceu.
Não foi apenas uma vitória eleitoral.
Foi a consolidação de uma liderança política.
Agora, pouco mais de um ano após assumir a prefeitura, começa a construir sua marca administrativa com iniciativas estruturais, como a articulação para ampliar a rede hospitalar com apoio da Universidade Federal de Rondônia.
A saúde pública é um dos maiores desafios do estado.
Quem conseguir apresentar soluções reais nesse setor naturalmente ganhará peso político.
Mas a história costuma cobrar mais das lideranças que se destacam.
Ela exige decisões.
Ficar onde está.
Ou avançar.
Na Amazônia existe uma metáfora curiosa para esse tipo de momento.
Às vezes tudo começa com algo pequeno.
Uma picada de carapanã.
Pequena.
Insistente.
Difícil de ignorar.
Na política, essa picada tem outro nome:
chamado público.
Se esse chamado já chegou ao gabinete do prefeito de Porto Velho, apenas o tempo revelará.
Mas uma coisa parece cada vez mais clara:
A próxima eleição estadual poderá não ser apenas uma disputa de nomes.
Ela poderá ser a escolha de um novo ciclo político para Rondônia.
E quando esse tipo de momento histórico chega, alguns líderes apenas assistem.
Outros decidem entrar no jogo.
Rondônia precisa decidir o seu próximo lance
A política do estado entra em um novo ciclo e a pergunta que surge é quem terá coragem de liderá-lo.
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